Justiça x Vingança: como não confundir as duas coisas?

11 set

Texto: Grande comemoração ocorreu nos Estados Unidos, quando o presidente, Barack Obama, anunciou o sucesso da ação militar que resultou na morte de Bin Laden. Esse episódio, porém, gerou críticas pelo mundo: o objetivo da operação era prender ou executar o inimigo? Os americanos buscavam justiça ou vingança? A vingança é uma prática que acompanha a história da humanidade, mas é diferentemente interpretada: alguns a defendem como necessária à constituição da justiça; outros a consideram um ato irracional. Ela pode provocar um círculo vicioso, como provam os atentados terroristas que geraram a caçada a Bin Laden, que já gerou novos ataques terroristas. Vingança e justiça são coisas distintas. A lei brasileira preza a separação desses conceitos, recriminando o ato vingativo.

Com base nisso e nos textos da coletânea, exponha seu ponto de vista em uma dissertação argumentativa sobre o tema: o que deve ser feito para a busca por justiça não ser confundida com a prática da vingança?

Redação:

    Uma das atitudes mais comuns, que se repete ao longo dos anos, é achar que vingança é um tipo de justiça, o que de fato não é verdade, já que justiça é algo que a lei aprova e vingança seria algo parecido com a antiga “Lei de Talião” que defendia a máxima: “Olho por olho, Dente por dente.” Uma das maneiras de evitar esse problema seria observar se o ato pretendido como justiça é aceito pelas leis locais, e, por conseguinte, uma conscientização para que as pessoas não queiram fazer “justiça com as próprias mãos”, assim, evitaremos a prática de vingança e talvez assim, construiremos um melhor para se viver.

Porém, os próprios governantes, os quais deveriam servir de exemplo, são os que mais cometem atos de vingança, como foi o caso do governante alemão Adolf Hitler, que por conta das humilhações impostas pelo Tratado de Versalhes aos alemães, cultivou um sentimento de vingança em seu povo, o que ocasionou a segunda guerra mundial.

Entretanto, os governantes não são os piores exemplos, já que os programas de televisão fazem abertamente apologia à vingança, pois dentro de um “set” de filmagem todo esforço é válido para obter a vingança desejada, até mesmo os telespectadores esperam até o último capítulo para ver o vilão sofrer as consequências de seus atos.

Todavia, ainda existem pessoas que pregam a justiça constitucional, e entregam às autoridades o dever de julgar e condenar, com competência, as pessoas como culpadas ou inocentes, fazendo com que seja exercida uma justiça correta.

 

Fonte:

http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/justica-x-vinganca-como-nao-confundir-as-duas-coisas.jhtm

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