A Sociedade Brasileira e Os Conflitos no Trânsito.

11 set

Texto: O trânsito nas grandes cidades tem crescido de modo descontrolado nas últimas décadas, fazendo com que o tempo gasto pelas pessoas dentro do carro torne-se, às vezes, insuportável. Uma das piores consequências disso é o aumento da violência provocada por motoristas: são atitudes de desrespeito ora com o pedestre, ora com os outros condutores. Muitas vezes, o carro é usado como arma nessa luta urbana em que se transformou a difícil convivência entre estressados. São inúmeras as campanhas para incentivar a direção segura, mas, mesmo assim, casos impressionantes de violência no trânsito, incluindo muitas mortes, continuam sendo divulgados pela mídia, todos os dias. Diante dessa realidade, o que pode ser feito para lidar eficientemente com esse problema?

Com base nos textos acima, elabore sua redação sobre o tema A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito.

Redação:

         Alguns dos grandes problemas no trânsito são, sem dúvida, a falta de tempo, paciência, educação e consciência de algumas pessoas, já que vivemos em uma sociedade capitalista que exige muito tempo de nossos dias. Além disso, a imprudência de alguns jovens, que insistem em dirigir depois de beber, causa todos os anos muitos acidentes, estes às vezes fatais.

        Entretanto, essa cultura capitalista vem do estadunidense Frederick Taylor que pregava a ideologia de que tempo é dinheiro. Com isso, muitas pessoas que estão no trânsito, por medo de atraso ou quem sabe até mesmo de perder o emprego, acabam esquecendo a educação e muitas vezes insultando algumas pessoas que nada tem a ver com a história.

        No entanto, o modelo capitalista não é o único culpado pelos transtornos no trânsito, muitas pessoas não têm respeito para com ciclistas ou motociclistas, como é o caso de muitos motoristas de carros maiores e de luxo, que acabam invadindo as preferenciais e muitas vezes causam acidentes, e o pior de tudo é que saem impunes por possuírem uma condição financeira mais elevada.

         Portanto, é dever da escola em parceria com a família conscientizar os jovens para que desde cedo aprendam a respeitar as leis de trânsito. Além disso, cabe ao Estado promover a construção de viadutos para que aumente a mobilidade no trânsito. Porém, aumentar a fiscalização para que os rodízios sejam rigorosamente cumpridos e para que ninguém dirija alcoolizado torna-se indispensável para diminuir a violência no trânsito.

 

Fonte:

http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/a-sociedade-brasileira-e-os-conflitos-no-transito.jhtm

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Justiça x Vingança: como não confundir as duas coisas?

11 set

Texto: Grande comemoração ocorreu nos Estados Unidos, quando o presidente, Barack Obama, anunciou o sucesso da ação militar que resultou na morte de Bin Laden. Esse episódio, porém, gerou críticas pelo mundo: o objetivo da operação era prender ou executar o inimigo? Os americanos buscavam justiça ou vingança? A vingança é uma prática que acompanha a história da humanidade, mas é diferentemente interpretada: alguns a defendem como necessária à constituição da justiça; outros a consideram um ato irracional. Ela pode provocar um círculo vicioso, como provam os atentados terroristas que geraram a caçada a Bin Laden, que já gerou novos ataques terroristas. Vingança e justiça são coisas distintas. A lei brasileira preza a separação desses conceitos, recriminando o ato vingativo.

Com base nisso e nos textos da coletânea, exponha seu ponto de vista em uma dissertação argumentativa sobre o tema: o que deve ser feito para a busca por justiça não ser confundida com a prática da vingança?

Redação:

    Uma das atitudes mais comuns, que se repete ao longo dos anos, é achar que vingança é um tipo de justiça, o que de fato não é verdade, já que justiça é algo que a lei aprova e vingança seria algo parecido com a antiga “Lei de Talião” que defendia a máxima: “Olho por olho, Dente por dente.” Uma das maneiras de evitar esse problema seria observar se o ato pretendido como justiça é aceito pelas leis locais, e, por conseguinte, uma conscientização para que as pessoas não queiram fazer “justiça com as próprias mãos”, assim, evitaremos a prática de vingança e talvez assim, construiremos um melhor para se viver.

Porém, os próprios governantes, os quais deveriam servir de exemplo, são os que mais cometem atos de vingança, como foi o caso do governante alemão Adolf Hitler, que por conta das humilhações impostas pelo Tratado de Versalhes aos alemães, cultivou um sentimento de vingança em seu povo, o que ocasionou a segunda guerra mundial.

Entretanto, os governantes não são os piores exemplos, já que os programas de televisão fazem abertamente apologia à vingança, pois dentro de um “set” de filmagem todo esforço é válido para obter a vingança desejada, até mesmo os telespectadores esperam até o último capítulo para ver o vilão sofrer as consequências de seus atos.

Todavia, ainda existem pessoas que pregam a justiça constitucional, e entregam às autoridades o dever de julgar e condenar, com competência, as pessoas como culpadas ou inocentes, fazendo com que seja exercida uma justiça correta.

 

Fonte:

http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/justica-x-vinganca-como-nao-confundir-as-duas-coisas.jhtm

Que Fazer Para a Copa do Mundo de 2014 beneficiar o Brasil?

26 ago

Texto: Desde 2007, quando a FIFA anunciou o Brasil como sede oficial da Copa do Mundo de 2014, a polêmica começou: estamos preparados para sediar um evento mundial desse porte? Será que tanto investimento valerá a pena? Mesmo diante das controvérsias, o brasileiro tem acompanhado com ansiedade os preparativos para essa grande festa do esporte que acontecerá daqui a três anos: construção e reforma de estádios, obras de infraestrutura… Apesar de muita gente ser contra a Copa no Brasil, esse é um fato já decidido. Assim, o necessário agora é descobrir a melhor forma de fazer a Copa do Mundo de 2014 ser proveitosa para a economia e a sociedade brasileira. Por isso, queremos saber sua opinião para a seguinte questão: O que deve ser feito para que a Copa do Mundo de 2014 traga bons frutos ao país? Elabore um texto dissertativo, que responda à questão acima. Leia os textos da coletânea e aproveite as informações que achar relevantes.

Redação:

            A Copa do Mundo é, sem dúvida, um evento que acarreta gastos para o país que o sedia. Entretanto, existem maneiras de obter lucros com tal evento.

            Contudo, não se pode dizer que os lucros vêm apenas com o início da Copa, pois algumas reformas de estádios geram empregos e movimentam a economia brasileira. Além disso, o governo pode valer-se do evento para recrutar mais policiais e assim melhorar não apenas a segurança do evento, mas de todo o país.

            Porém, sendo o Brasil, um país ainda detentor de uma alta taxa de analfabetismo, poderia se pensar em arrecadar parte ou certa porcentagem dos lucros obtidos com a venda de ingressos do evento para um maior investimento em educação.

            Portanto, cabe ao Estado utilizar os lucros, ou parte deles de maneira correta, sem superfaturamento, principalmente na área de educação, pois todos os investimentos feitos podem trazer resultados.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/que-fazer-para-a-copa-do-mundo-de-2014-beneficiar-o-brasil.jhtm


Norma Culta x Variantes Linguísticas: Qual deve ser a posição da escola?

8 ago

Texto I:

Qualquer um, mesmo sem nunca ter passado pela escola, sabe que não pode falar sempre do mesmo jeito com todas as pessoas, pois, até mesmo entre os familiares, cada relação está marcada por um nível diferente de formalidade. A linguagem que usamos às vezes é mais informal, às vezes é mais séria, impessoal. Nessas situações menos pessoais, a norma culta é a mais adequada para garantir um contato respeitoso e mais claro entre os indivíduos. Por isso, quando o falante consegue variar a linguagem, adequando o nível de formalidade a suas intenções, à situação e à pessoa com quem fala, dizemos que ele possui boa competência linguística. O conhecimento das variedades linguísticas amplia nossas possibilidades de comunicação, mas é a norma culta que garante a manutenção de uma unidade linguística ao país.

Texto II:

Estão confundindo um problema de ordem pedagógica, que diz respeito às escolas, com uma velha discussão teórica da sociolinguística, que reconhece e valoriza o linguajar popular. Esse é um terreno pantanoso. Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade – tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la.

[Evanildo Bechara, gramático e filólogo, em entrevista a revista Veja, 29 de maio de 2011.]

Proposta:

Com base nos textos da coletânea a seguir, elabore uma dissertação argumentativa sobre o tema: considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente, qual deve ser a posição da escola em relação às outras variantes linguísticas?

Redação:

    A polêmica gerada em torno do livro distribuído pelo MEC mostra o quanto somos ignorantes perante as variantes linguísticas, pois em um livro que apenas considera que entre conversas pessoais o importante é o entendimento do assunto discutido, muitas pessoas recriminaram a opção feita pelo ministério. Porém cabe a escola mostrar aos alunos a verdadeira mensagem que o livro trás, já que além de sabermos a norma culta, devemos saber que as outras variantes da língua portuguesa também são aceitas para comunicação.

    Contudo, muitas pessoas esquecem que nem todos têm as mesmas condições de aprendizado e por isso recriminam as que falam de acordo com a variante popular, entretanto, não se deve recriminar ou discriminar uma pessoa apenas pelo modo de falar, pois muitas não tiveram oportunidade de aprender a norma culta, ou foram obrigadas a deixar os estudos para trabalhar e conseguir sustentar a própria família junto aos pais.

    Porém, a padronização de uma das variantes é muito importante para uma redução das desigualdades, já que a fala e a escrita são as primeiras ferramentas de comunicação, mas o conhecimento das outras variantes linguísticas é muito importante, pois em alguns casos a norma culta não é bem entendida, o que prejudica a comunicação e por fim acaba por se tornar inadequada.

    Portanto, cabe à escola orientar os professores a ensinar a variante culta, sem, no entanto, desmerecer as outras variantes, pois acima de tudo, é necessário tolerar o conhecimento do próximo sem recrimina-lo.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/lista/norma-culta-x-variantes-linguisticas-qual-deve-ser-a-posicao-da-escola.jhtm

Os Problemas Enfrentados Pelos Índios Brasileiros

4 ago

Texto I:

            Quando eu falo com vocês, procuro usar o código de vocês. A figura do índio no Brasil de hoje não pode ser aquela de 500 anos atrás, do passado, que representa aquele primeiro contato. Da mesma forma que o Brasil de hoje não é o Brasil de ontem, tem 160 milhões de pessoas com diferentes sobrenomes. Vieram para cá asiáticos, europeus, africanos, e todo mundo quer ser brasileiro. A importante pergunta que nós fazemos é: qual é o pedaço de índio que vocês têm? O seu cabelo? São seus olhos? Ou é o nome da sua rua? O nome da sua praça? Enfim, vocês devem ter um pedaço de índio dentro de vocês.

            Para nós, o importante é que vocês olhem para a gente como seres humanos, como pessoas que nem precisam de paternalismos, nem precisam ser tratadas com privilégios. Nós não queremos tomar o Brasil de vocês, nós queremos compartilhar esse Brasil com vocês.

(TERENA, M. Debate. MORIN, E, Saberes globais e saberes locais. Rio de Janeiro: Garamond, 2000(adaptado).)

Texto II:

            Sozinha, Raposa/Serra do Sol responde por 7,5% da área do estado de Roraima. É uma superfície equivalente a doze cidades de São Paulo, mas lá moram apenas 19 000 índios. Ao delimitar uma reserva deste tamanho, a FUNAI pressupunha que os índios continuariam vivendo como nômades, da caça e da pesca, a exemplo de seus ancestrais. Mas eles estão totalmente integrados às cidades do entorno. Moram em casas, fazem compras em supermercados e falam português. Seus filhos freqüentam em escolas públicas. Parte deles trabalha em fazendas de brancos, enquanto outros plantam grãos e criam gado por conta própria.

(COUTINHO, Leonardo. Reserva de insensatez. Veja, São Paulo, 30 abr. 2008. p.67. (adaptado).)

Proposta: Em um texto de caráter dissertativo discuta os problemas envolvendo as causas indígenas da atualidade e como a sociedade vê o índio atualmente, relacione também o papel da FUNAI diante da questão, apresente uma proposta de intervenção para o problema discutido.

Selecione argumentos, fatos e opiniões que defendam seu ponto de vista. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos humanos.

Redação:

        Com o genocídio causado pela colonização portuguesa e com a modernização do índio, poucos são os índios que se mantêm fiéis à própria cultura e aos próprios costumes. Apesar de existirem órgãos, como a própria FUNAI, para defender os direitos e a cultura dos mesmos, nem sempre são respeitados tais direitos, o que é um absurdo.

      Contudo, para uma grande parte da população, o índio está abandonando os costumes indígenas ao se modernizar, mas, este procura informação e estudo junto aos brancos para que possa defender os próprios interesses. Embora tenha havido a modernização e parte dos costumes tenha sido perdida, tudo isso ocorreu para não permitir que a cultura seja perdida por completo. Uma prova dessa luta, é que os índios recentemente conquistaram o direito de concorrer a cargos públicos e ganharam uma comissão própria, CNPI-Comissão Nacional de Política Indigenista.

         Porém, a cultura e os costumes não são as únicas dificuldades enfrentadas por eles, pois casos como a Usina Hidroelétrica de Belo Monte, que prejudicavam as terras indígenas, são difíceis de serem vencidos, já que a construção da mesma trará benefícios não apenas para o país, mas para todo o planeta por produzir energia de maneira limpa.

         Portanto, uma das maneiras de evitar tais problemas, é, em primeiro lugar, a conscientização das pessoas, através de programas, de valorização à cultura indígena, promovidos pelo governo em parceria com a escola. Entretanto, não é o bastante, cabe a FUNAI, proteger e reivindicar terras, além de promover políticas de incentivo a proteção dos direitos indigenistas, assim poderemos superar o abismo existente entre brancos e índios.

Fonte:

Quarta da redação. Colégio Luciano Feijão. Sobral, Ce. 03.08.2011.